terça-feira, setembro 07, 2010

poema insóbrio

todo mundo fala do mundo.
cláudia é muda e fala do mundo por gestos mudos.
pedro vive de reclamar que o mundo não muda
mas ele mesmo não quer mudar
e fica em cima do muro,
nem pra lá,
nem pra cá.
ninguém sabe rumar,
ir além do prumo,
ninguém sabe enviesar.
sabe só seguir caminho reto.
arrumo o quarto quieto,
sem rimar,
mas rimo
porque não há rumo certo
pruma poesia:
ela simplesmente existe,
ela simplesmente está.